Leitão da Bairrada
O leitão da Bairrada é um símbolo da região e uma das 7 Maravilhas Gastronómicas. Antigamente apenas consumido em épocas festivas, é hoje em dia um motivo de atração para visitantes e turistas.
A sua qualidade é garantida pelo cuidado com a escolha das raças, mantendo-se os processos tradicionais de preparação e assadura e cumprindo as imposições legais da segurança alimentar. Dita também a tradição que se faça acompanhar pela batata cozida com a pele, uma salada de alface simples e rodelas de laranja.
A sua confeção passa por diversos estados desde o tempero, a sua introdução na barriga do leitão e fecho, sendo cosido com a “agulha de leitão” e fio de linho ou algodão. E por fim a assadura, em forno de lenha, aquecido de preferência com cascas de madeira, eucalipto ou videira, até atingir 300ºC. Durante este processo é necessária constante atenção para que o leitão asse de forma uniforme e ir-se “constipando” o leitão (borrifando com vinho branco da bairrada). Aqui se encontra uma arte local, onde o saber fazer marca toda a diferença, tornando este alimento numa experiência degustativa única, procurada não só localmente como no exterior, levando não só à sua exportação como assumindo a posição de embaixador da gastronomia portuguesa no estrangeiro.
Lampantana
A Lampantana é um prato confecionado com carne de carneiro ou cabra e vinho tinto. É assado num caçoila de barro, em forno de lenha, e acompanhado por batata “fardada” e grelos.
É um prato tradicional com origem no concelho de Mortágua, tendo daí difundindo-se para outras zonas e regiões vizinhas.
Os mais antigos contam que a sua origem remonta à época das invasões francesas. Aquando da passagem das tropas de Napoleão, a população havia envenenado as águas estrategicamente, vendo-se obrigada a utilizar alternativas para confeção da carne, desta junção terá saído esta excelente iguaria, cujo segredo associado aos restantes temperos tem passado de geração em geração, criando um marco da região, procurado pelos que a visitam.
Bacalhau à lagareiro
O bacalhau à lagareiro é um prato tradicional português cujas origens remontam às regiões e gentes que trabalham na produção de azeite, embora existam dúvidas quanto a esta teoria.
Trata-se de um prato cozinhado no forno com bastante azeite e cebola, acompanhado por batatas “a murro” que se tornou cada vez mais apreciado pelo povo português e por quem visita o país.
Acredita-se que tenha sido nos lagares das beiras de interior (Beira Alta e Beira Baixa) que esta receita se tenha aprimorado ao longo dos tempos, sobretudo na época do Outono, época em que a azeitona é trilhada. O seu sucesso levou a que outra espécie se tornasse vítima desta tradição, o molúsculo polvo, passando estes (bacalhau e polvo) a fazer parte das cartas e menus de quase todos os restaurantes típicos de Portugal, não passando despercebido também nesta região.
Pastéis de Águeda
Os pastéis de Águeda são um doce tradicional do concelho, confecionados à base de ovos, açúcar e amêndoa. Formam uma textura delicada com uma cobertura exterior estaladiça. Vieram a tornar-se das iguarias mais procuradas localmente.
A sua origem é datada de finais do século XIX, início do século XX, não se sabe se a sua “progenitora” – a Ti-Quitéria – trouxe a sua receita de Aveiro, do Convento de Jesus, ou de Lorvão, do seu Mosteiro. Sabe-se que a sua origem é conventual. Após transmissão deste conhecimento a suas irmãs, não tardou até que no forno dos Guerra na Rua da Cancela, começassem a ser confecionados. O experiente comerciante Tavares Candeeiro terá reproduzido a receita original e acrescentado o seu cunho pessoal, a verdade é que não tardou até que este sublime doce passasse a ser vendido em vários pontos da região como a ser procurado para levar para outras zonas do país.
Em 2019, existiam no concelho cinco produtores reconhecidos fazendo parte da Associação de Produtores. A acreditação dos membros terá sido realizada pela Câmara Municipal de Águeda, em conjunto com a Confraria Enogastronómica Sabores do Botaréu-Águeda.
Bolo de Santa Eulália
O bolo de Santa Eulália, pertence à categoria da doçaria conventual portuguesa, apresenta semelhanças com o bolo inglês, com o seu formato oval. Contudo o seu sabor é completamente distinto deste.
Embora à primeira vista se espere deste um recheio de ovos, típico desta região, trata-se de um bolo seco. Para além dos ingredientes tradicionais como leite, ovos, açúcar, farinha e manteiga, destaca-se o vinho do Porto, os frutos secos como figos e passas, o pinhão e a amêndoa combinados com o sabor dos frutos cristalizados conferem-lhe um gosto único.
Na região do Baixo Vouga encontra-se muito associado à época natalícia, tendo sido, em 2019, um dos 21 doces da região de Aveiro a concorrer às 7 Maravilhas Doces de Portugal.
Fuzis de Águeda
Os Fuzis de Águeda são um biscoito típico, crocante, com gosto a amêndoa que faz as delícias de quem o prova e com certeza não o esquece.







